O longa de David Yates, protagonizado por Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Ralph Fiennes e Alan Rickman, já é o de maior sucesso do ano nos Estados Unidos e na bilheteria mundial.
Desde sua estreia em julho, o filme ingressou US$ 344,8 milhões nos EUA e US$ 801,5 milhões no resto do mundo, totalizando US$ 1,146 bilhão.
Essa soma o situa como o terceiro longa de maior arrecadação da história, só atrás de "Avatar" (US$ 2,782 bilhões) e "Titanic" (US$ 1,843 bilhão), ambos de James Cameron.
"Pode-se dizer que o filme é um fenômeno global", disse Veronika Kwan-Rubinek, presidente da distribuição internacional do estúdio.
"Os diretores e o elenco, que dedicaram seu talento a esta saga por mais de 10 anos, compartilham esta parte da história do cinema". A repartição do longa conta com Helena Bonham Carter, Tom Felton, John Hurt, Gary Oldman e Maggie Smith.
"Harry Potter e as relíquias da morte: parte 2" é o primeiro capítulo da franquia no qual foi empregada a tecnologia 3D.

As Relíquias da Morte - Parte 2 bateu o recorde que era de A Pedra Filosofal
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 não para de quebrar recordes. Desta vez a marca superada foi de US$ 1 bilhão (R$ 1,54 bilhão) na bilheteria mundial. Até então o capítulo mais lucrativo da saga era o primeiro, A Pedra Filosofal, que arrecadou aproximadamente US$ 975 milhões (R$ 1,51 bilhão).
Desta forma, o longa entra pro seleto clube de filmes bilionários, que incluem títulos como Batman - O Cavaleiro das Trevas, Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei, Alice no País das Maravilhas, Piratas do Caribe, Titanic e o líder absoluto Avatar, que detém a marca de US$ 2,7 bilhões (R$ 4,1 bilhões) arrecadados.
Harry Potter deve superar com facilidade vários destes longas acima, já que o filme está em cartaz há apenas 15 dias. Veja, abaixo, as arrecadações dos outros filmes da série:
- A Câmara Secreta (2002) - US$ 878 milhões (R$ 1,3 bilhão)
- O Prisioneiro de Azkaban (2004) - US$ 796 milhões (R$ 1,2 bilhão)
- O Cálice de Fogo (2005) - US$ 896 milhões (R$ 1,3 bilhão)
- A Ordem da Fênix (2007) - US$ 939 milhões (R$ 1,4 bilhão)
- O Enigma do Príncipe (2009) - US$ 934 milhões (R$ 1,4 bilhão)
- As Relíquias da Morte - Parte 1 (2010) - US$ 955 milhões (R$ 1,4 bilhão)
- As Relíquias da Morte - Parte 2 (2011) - US$ 1 bilhão (R$ 1,5 bilhão)
As Relíquias da Morte - Parte 2 levou mais de 1,5 milhão de pessoas aos cinemas
O filme Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 levou mais de 1,5 milhão de espectadores brasileiros às salas de cinema do país entre sexta-feira e domingo, o que gerou uma arrecadação de R$ 18 milhões. Trata-se da maior abertura do ano tanto em renda quanto em público e a segunda maior de todos os tempos - em público -, atrás apenas de Homem-Aranha 3, que abriu com público de 1,7 milhão em 2007.
A produção que encerra a série mais lucrativa da história do cinema foi lançada em 915 salas – sendo 247 delas no formato 3D digital, 15 no formato 3D 35mm, 18 no formato 2D digital, e 633 em 35mm 2D, além das duas salas IMAX.
A comédia Cilada.com mantém sua trajetória de sucesso e passou para a segunda posição do ranking com queda de apenas 27% em relação à estreia. O filme fez 315 mil espectadores entre sexta-feira e domingo, passando da marca de um milhão de ingressos vendidos e de R$ 11,7 milhões de bilheteria total.
A outra estreia do fim de semana, Loup – Uma Amizade para Sempre, lançada em apenas nove salas, não entrou para a lista das dez maiores bilheterias da semana, estreando em 15º lugar, com renda de R$ 18,2 mil e 1,5 mil espectadores.
Confira a seguir as dez melhores bilheterias do fim de semana nas salas brasileiras:
2. Cilada.com – R$ 3,5 milhões
3. Transformers: O Lado Oculto da Lua - R$ 2,7 milhões
4. Os Pinguins do Papai - R$ 1,6 milhão
5. Carros 2 - R$ 1,1 milhão
6. Meia Noite em Paris - R$ 696 mil
7. Kung Fu Panda 2 - R$ 243 mil
8. Qualquer Gato Vira-Lata - R$ 231 mil
9. Se Beber, Não Case! Parte 2 - R$ 153 mil
10. X-Men: Primeira Classe - R$ 86 mil

Último filme da série deve arrecadar cerca de R$ 230 milhões em sua estreia
O jovem bruxo britânico Harry Potter retorna aos cinemas esta semana pela última vez e pode operar mágica suficiente nas bilheterias para garantir a maior estreia da história da série de enorme sucesso.
As estimativas de bilheteria para o primeiro fim de semana de Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 nos Estados Unidos e Canadá variam entre US$ 125 e 150 milhões (cerca de R$ 230 milhões), valor comparável às maiores estreias de cinema da história.
O recorde de melhor fim de semana de estreia é do filme Batman - O Cavaleiro das Trevas, de 2008, que arrecadou US$ 158,4 milhões (R$ 249.48 milhões) em seus três primeiros dias em cartaz.
Relíquias da Morte - Parte 2 é o oitavo e último filme da franquia Harry Potter. Os filmes da Warner Bros. já geraram US$ 6,4 bilhões (R$ 10.08 bilhões) em vendas de ingressos desde que o primeiro chegou aos cinemas, dez anos atrás, além de outros bilhões com a venda de DVDs e produtos relacionados à série.
Especialistas dizem que os fãs leais da série que aguardam para despedir-se de Harry Potter devem garantir um público muito grande para o derradeiro filme. Brandon Gray, presidente do site boxofficemojo.com, que compila dados sobre o cinema, fala sobre a estreia.
- Os filmes de Harry Potter chamam a atenção por sua consistência, atingindo níveis de blockbuster a cada vez. Este filme será o ponto culminante de tudo, deste longo investimento de quase dez anos.
Gray disse que as vendas de ingressos no primeiro fim de semana "provavelmente serão as maiores de toda a série".
Paul Dergarabedian, presidente do Hollywood.com Box Office, acha que mesmo pessoas que não tinham interesse anterior em Harry Potter vão assistir ao filme final "simplesmente porque ele assinala o fim de uma era".
O filme final é o primeiro Harry Potter em 3D, fato que pode ajudar a elevar os totais de vendas, devido ao preço mais alto do ingresso. O filme também será exibido em telas IMAX de formato grande.
Relíquias da Morte - Parte 2 estreou em alguns países na quarta-feira (13). No Brasil, Grã-Bretanha e América do Norte a estreia será nesta sexta (15).
Relíquias da Morte - Parte 1 arrecadou US$ 125 milhões (R$ 196.875 milhões) em seu fim de semana de estreia na América do Norte em novembro passado, mostrando que a história ainda atrai multidões, mesmo após uma década. O novo filme deve superar esse total, disse Dergarabedian.

Visitantes poderão conferir sets onde foram rodados os oitos longas.
Os fãs de Harry Potter poderão vislumbrar a partir de 2012 como os filmes da série foram feitos: o estúdio de Hollywood Warner Bros. vai abrir as portas de suas instalações em Leavesden, perto de Londres, onde boa parte da franquia foi filmada.
Intitulado Warner Bros. Studio Tour London -- The Making of Harry Potter, o passeio mostrará os sets de filmagens originais, figurinos, acessórios e efeitos usados nos oito filmes "Harry Potter".
Algumas das atrações do passeio de três horas são o set onde foi recriado o Salão Nobre da Escola Hogwarts de Bruxaria, o escritório do diretor Dumbledore e outras a serem anunciadas em data posterior.
O Estúdio Warner Bros. Leavesden, em construção nos arredores de Londres, será uma das maiores instalações de produção de cinema da Europa, com abertura prevista para 2012.
A relação da Warner Bros. com o local já existe há dez anos, e, além dos oito filmes Harry Potter, outros trabalhos recentes da Warner Bros. foram rodados no local, incluindo "O cavaleiro das trevas" e "Sherlock Holmes".
Os sete filmes da série Harry Potter lançados até hoje acumulam cerca de US$ 6,4 bilhões nas bilheterias globais. "Harry Potter e as relíquias da morte - parte 2", o filme final da franquia, chegará aos cinemas em 15 de julho.

A série de filmes "Harry Potter" vai receber um troféu especial nos prêmios Bafta 2011, considerado como o Oscar britânico.
De acordo com anúncio feito pelos organizadores nesta quinta-feira (3), a franquia será laureada na categoria contribuição britânica ao cinema mundial.
O prêmio será entregues dia 13 de fevereiro, em Londres.
Ainda segundo os organizadores, a autora J.K. Rowling e o produtor David Heyman vão subir ao palco da cerimônia para receber o prêmio em nome de toda a equipe que trabalhou na franquia.
A série de filmes, que começou em 2001 com "Harry Potter e a pedra filosofal", já tem sete longas-metragens lançados, que somam mais de US$ 5,4 bilhões em bilheterias. O oitavo e último filme da franquia, "Harry Potter e as relíquias da morte - Parte 2", deve chegar aos cinemas em julho.

Terminam as gravações da segunda parte de As Relíquias da Morte
A maior parte da notícia a partir de agora estará repleta de spoilers para quem não leu o livro, então, leia por sua conta e risco.
A cena em questão, que necessitou ser regravada, foi o epílogo, onde os já adultos sobreviventes da batalha de Hogwarts colocam seus filhos no trem em direção à escola de magia e bruxaria. Anteriormente, gravada na estação King's Cross, desta vez tudo foi rodado no estúdio Leavesden, em Londres.
Em relação aos jovens bruxos, dois novos nomes foram adicionados ao elenco para estas regravações, segundo o ScreenTerrier. O primeiro é Benedict Clarke que, em sua estréia nas telonas, irá representar o professor Snape ainda jovem. O outro é Bertie Gilbert, que viverá Scorpius Malfoy, filho de Draco.
Primeira parte do último capítulo da famosa série chegou às telonas em 19 de novembro
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1 chegou às telonas de todo mundo no dia 19 de novembro. Este filme vai começar a revelar o que, enfim, vai acontecer com os bruxos mais famosos do mundo.
Nesta primeira parte, Harry (Daniel Radcliffe), Rony (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson) abandonam Hogwarts para sair em busca das Horcruxes – objetos que guardam pedaços da alma por meio de magia negra, de acordo com as orientações de Dumbledore (Michael Gamble).
A série, que já vai para o sétimo título nos cinemas, é baseada nos livros de J.K. Rowling e é uma das mais lucrativas da sétima arte.
O elenco conta também com Helena Bonham Carter, Robbie Coltrane, Richard Griffiths, John Hurt, Bill Nighy, Alan Rickman e Julie Walters. Na direção, David Yates, que já tinha dirigido A Ordem da Fênix (2007) e O Enigma do Príncipe (2009).
As filmagens foram feitas no Leavesden Studios, local onde foram filmados os primeiros seis filmes da série. Outro cenário, no Pinewood Studios, também foi utilizado para as gravações deste capítulo final.
A continuação, Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2, tem estreia prevista para 15 de julho de 2011. A ideia de dividir o último filme da saga em duas partes veio em 2007, quando o produtor David Heyman conversou com o roteirista Steve Kloves e obteve a aprovação de J.K. Rowling.
O melhor fim de semana de todos
Os jovens bruxos de Hogwarts detonaram a competição nas bilheterias norte-americanas com Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1, que faturou R$ 215 milhões em três dias e teve o melhor fim de semana de estreia da história da franquia.
O filme arrecadou R$ 215 milhões (US$ 125,1 milhões) em apenas 4.100 salas de cinema dos Estados Unidos, para uma média de mais de R$ 51,5 mil (US$ 30 mil) por local, de acordo com estimativas do estúdio divulgadas neste domingo (21).
Antes, os melhores três dias de estreia para um filme da série pertenciam a Harry Potter e o Cálice de Fogo, que foi lançado em novembro de 2005 e arrecadou R$ 176,5 milhões (US$ 102,7 milhões).
Os filmes são produzidos e distribuídos pela Warner Bros, unidade da Time Warner.
*Reportagem de Bob Tourtellotte
Potter deve superar Guerra nas Estrelas nos EUA, e já passa dos 567 milhõesSe os números continuarem nesse ritmo, a previsão, de acordo com o site especializado em cinema Blastr, a série de J.K. Rowling nos cinemas tem tudo para destronar Guerra nas Estrelas, pelo menos nos Estados Unidos.
A odisseia de Luke Skywalker e companhia arrecadou R$ 3,2 bilhões (US$ 1,9 bilhão) por lá, enquanto a série Harry Potter atingiu, até agora, o número de R$ 2,9 (US$ 1,7 bilhão).
Ou seja, falta pouco para Harry Potter ultrapassar os números de Guerra nas Estrelas. Basta que As Relíquias da Morte - Parte 1 e Parte 2 atinjam números quase inexpressivos para um filme da série e George Lucas terá que investir bastante pra valer no relançamento 3D dos seis filmes de Guerra nas Estrelas.
Isso sem mencionar as sequências de Avatar, já anunciadas por James Cameron. Será que a Força continuará mesmo com George Lucas? É esperar para ver.
A magia vai se desfazer. A última aventura do menino feiticeiro Harry Potter estreia mundialmente nesta semana com o longa-metragem Harry Potter e as relíquias da morte – Parte 1. A segunda parte, como o epílogo, entrará em cartaz em julho do ano que vem. Ao final, serão oito megaproduções baseadas na série de sete romances da escritora inglesa J.K. Rowling. Publicados de 1997 a 2007, os livros foram traduzidos para 69 idiomas e venderam mundialmente 400 milhões de exemplares. Formam a série infantojuvenil de livros mais vendida da história. No cinema, o sucesso não foi menos espantoso.
Harry Potter já é a franquia de maior êxito em 115 anos de existência do cinema. De 2001 a 2009, os seis filmes da saga faturaram US$ 5,4 bilhões em bilheteria. Ou US$ 1 bilhão por sequência, um recorde no gênero. Quase o dobro do que rendeu cada uma das três partes da franquia Homem-Aranha. Mais que o dobro do que ganhou cada filme da série Guerra nas estrelas – de 1977 a 2005.
A estimativa do estúdio Warner, detentor dos direitos da história, é que em 2011 a “saga de Harry” atinja a marca de US$ 8 bilhões – mesmo tratando-se de uma narrativa cujo final os fãs já conhecem antes de entrar em cartaz. A explicação mais convincente para o fato de multidões aguardarem ansiosamente a penúltima première que envolve seu ídolo é que, na sala de cinema, os fãs não apenas reencontram os heróis Harry Potter, Ron Weasley e Hermione Granger. Eles têm a oportunidade de confrontar a si mesmos.
Não se trata de um fenômeno novo. Toda geração adota, cultiva e acaba se moldando de acordo com seus símbolos culturais. Obras de arte não se tornam obras de arte de magnitude se não conseguirem cativar, captar, definir e até antecipar os anseios dos jovens de um determinado tempo. Às vezes, esse fenômeno é tão extenso que pode definir uma geração. Foi o caso do “mal do século”, um sentimento ultrarromântico que dominou o final do século XVIII, iniciado com o romance Os sofrimentos do jovem Werther, do poeta alemão Wolfgang von Goethe. Lançado em 1774, o livro provocou uma onda de suicídios em toda a Europa – e criou um padrão de comportamento, o jovem pálido, com olheiras e tendências autodestrutivas.
Nos “loucos anos 20”, as histórias de Scott Fitzgerald se acoplaram à dança do charleston e à era do jazz e traduziram o nascente hedonismo de uma geração. Nos anos 50, o rock de Elvis Presley e os filmes de Marlon Brando (O selvagem) e James Dean (Juventude transviada) fizeram a cabeça da geração rock-and-roll. Os hippies, a música psicodélica e a pop art de Andy Warhol formataram a mentalidade libertária dos anos 60. Os geeks atuais se formaram entre doses de música eletrônica, romances de ficção científica de Philip K. Dick e filmes como Guerra nas estrelas e a trilogia Matrix.
Será que Harry Potter se configura um fenômeno semelhante? Seu sucesso comercial – global – é um forte indício de que a obra tem alcance, aderência. E sua longa duração permite influenciar as pessoas durante um amplo período – que abarca a entrada e a saída da adolescência, uma época fértil para a adoção de valores, quando as pessoas enfrentam dilemas existenciais complexos.
Mas a aderência e a duração não são suficientes. O que dizer da mensagem?
Como em qualquer boa escola de bruxaria, os acadêmicos se dividem em dois grupos. O psicólogo Robin Rosenberg, autor do ensaio A psicologia de Harry Potter, se alinha aos que consideram a série escapista. “J.K. Rowling cria um mundo completo”, disse a ÉPOCA. “Ela forneceu a seus fãs a possibilidade de unir suas imaginações à dela e viver nesse mundo fantástico.” Para o crítico americano Harold Bloom, a série é perniciosa. Em entrevista a ÉPOCA, ele disse que Rowling “é subliteratura, um catálogo de lugares-comuns”. De acordo com Bloom, “os livros e os filmes induzem o jovem a acreditar em bobagens como magia negra e superstição e que sua vida pode mudar com uma varinha de condão”. O que eles precisam é “ler os clássicos da literatura fantástica”.
O crítico inglês Colin Duriez, estudioso das histórias fantásticas de C.S. Lewis e J.R.R. Tolkien, está no grupo que defende Harry Potter. Para ele, a série é carregada de simbolismo. E isso tem uma função pedagógica: os jovens aprendem ética por meio de noções básicas. “As imagens do bem e do mal agora são parte do vocabulário das crianças de todo o mundo”, disse Duriez. “Do ponto de vista da educação, trata-se de uma façanha. Em um mundo aparentemente dominado por personagens seculares, a compreensão tradicional e antiga do mal é incorporada nessa fábula contemporânea e pós-moderna.”
A corrente dos que acreditam no poder formador de Harry Potter parece ser mais forte. Ela inclui desde professores de escola até organizações cristãs, como a rede Beliefnet americana. A relação da série com magia e ocultismo gerou uma polarização entre os que viam nela mensagens éticas, até cristãs, e outros que enxergavam influências pagãs e agnósticas (não há Deus no mundo de Harry). Em 2003, o papa Bento XVI (então cardeal) condenou a série afirmando que sua “sedução sutil” podia “abalar a alma da cristandade antes que ela pudesse se desenvolver apropriadamente”. Seis anos depois, o jornal oficial do Vaticano, L’Osservatore Romano, elogiou a obra por “pregar valores como amizade, altruísmo, lealdade e autossacrifício”.
Esse é, talvez, o maior trunfo da série. J.K. Rowling conseguiu contar uma história com mais ação que digressão, mais valores que peripécias. No livro final, que agora chega ao cinema, Harry Potter depara com dois problemas: a perda de seu mestre, Dumbledore, e a perseguição de Lorde Voldemort e os Comensais da Morte. O órfão escolhido pelas forças da magia para salvar o mundo do Mal completa 17 anos e perde a proteção de que gozava desde pequeno. Sem pai nem mãe e longe da escola de Hogwarts, ele enfrenta os desafios da idade adulta. Vai contar apenas com sua inteligência e a ajuda de seus amigos, Hermione e Ron.
Dividir um livro em dois filmes parece uma jogada comercial. Segundo o produtor David Barron, a motivação foi outra. “Muitas vezes cortamos cenas agradáveis de ler, mas que não ajudavam a avançar a história”, diz. No último volume, isso não foi possível, porque, segundo ele, o livro resolve todos os conflitos e mistérios da série.
Não apenas os conflitos da série, mas também os da vida real, a julgar pelo que dizem os fãs. Ao longo desta reportagem, testemunhos de leitores mostram lições práticas que eles extraíram da série. José Flávio de Bessa Júnior, de 21 anos, estudante de medicina na Universidade Federal de Campina Grande, conta que fazia parte da equipe de um site de fãs de Harry Potter quando sua melhor amiga começou a sofrer uma série de ataques de um dos membros do grupo. Ante as intrigas e acusações, todos se afastaram dela – exceto José. Um tempo depois, os colegas descobriram que as histórias sobre ela eram mentirosas. “Harry Potter me ensinou a importância de cultivar a confiança em alguém quando a amizade é colocada à prova”, diz José.
André Luiz de Almeida, de 18 anos, estudante de música na Universidade Federal de Santa Catarina, diz ter aproveitado os ensinamentos do bruxo dentro de casa. Foi quando ele percebeu que sua madrasta não era tão perfeita quanto idealizava. André diz que se inspirou em Harry – no livro, o bruxo se decepciona ao saber que seu mentor Dumbledore errou na juventude. “Consegui entender que os adultos têm seus defeitos”, afirma.
É claro que a magia da transmissão de valores não é feita por uma obra de arte apenas, por mais bem-sucedida que ela seja. É difícil dizer até onde a série de J.K. Rowling incute valores, até que ponto ela capta características latentes na geração de leitores. O que se pode, sem dúvida, dizer é que ler Harry Potter permite compreender melhor o espírito de nosso tempo.
Primeira parte do último filme chegará aos cinemas mundiais em 19 de novembro
Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1 está chegando aos cinemas de todo mundo e com isso a produtora Warner Bros. confirmou a data que acontecerá a premère em Nova York. A festa de lançamento acontecerá no dia 15 de novembro, ou seja, quatro dias antes da estreia mundial.
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1 e 2 demorou 17 meses para ser gravado. O primeiro filme desta obra estreia em 19 de novembro deste ano e a segunda no dia 15 de julho de 2011.

Ator revela que já pensa em uma nova versão para daqui 30 anos
Com o fim da saga chegando, Daniel Radcliffe já anda com o coração apertado. O gostinho de viver o bruxinho mais famoso das telonas deve ter sido tão bom, que o ator revelou à revista Empire que considera reviver seu personagem numa refilmagem, caso ela seja feita em algumas décadas.
As filmagens, que acabaram na metade deste ano, deixa saudades. E Daniel ainda conta que espera ter contato com seus colegas de elenco: Rupert Grint e Emma Watson.
- Eu espero manter contato com todos eles. Provavelmente seremos os professores nas refilmagens que farão daqui a 30 anos, sei lá.Sobre o fim da saga, o ator disse que deve ficar triste, mas com a sensação de trabalho feito.
- Quando o filme acabar terei uma grande sensação de dever cumprido.

A estrela de Harry Potter Emma Watson atacou seus concorrentes de Crepúsculo quando falava sobre seu trabalho como Hermione, de acordo com a OK Magazine.
Emma disse estar feliz com sua personagem, e que o beijo que Hermione dará em Ron é resultado de oito filmes.
Para ela, o bom de Harry Potter é que a série não vende sexo, como acontece em Crepúsculo. Ela critica o fato dos filmes estarem cheios de cenas picantes.
Trailer oficial do filme Harry Potter e as Relíquias da Morte divulgado pelo MSN no dia 28 de junho de 2010. Confiram a legenda em português.
Ele era acusado de cultivar maconha na casa de sua mãe, na Inglaterra.
Um juiz condenou o ator Jamie Waylett, que interpreta o personagem Vincent Crabbe nos filmes de Harry Potter a prestar 120 horas de serviço comunitário depois de ele ter confessado que plantava maconha na casa de sua mãe.
O juiz distrital Timothy Workman disse a Waylett, que completou 20 anos nesta terça-feira (21), que o cultivo de maconha era em escala pequena, porém sofisticada. E disse aceitar o argumento de que a plantação não tinha fins comerciais por parte do ator.
O julgamento teve início no último dia 16, mas havia sido suspenso. Na ocasião, Waylett se assumiu culpado da acusação.
O ator havia sido preso com um amigo após ter tirado uma foto da polícia enquanto a dupla passava pelos oficiais. Quando a polícia examinou o Audi preto de seu amigo, eles encontraram diversos sacos de maconha.
Mais tarde, dez pés de maconha foram encontrados na casa da mãe de Waylett em Kilburn, noroeste de Londres. O amigo de Waylett, John Innis, de 20 anos, assumiu a posse ilegal de 11 sacos de maconha e uma faca.
Marca não supera o desempenho de 'Transformers' no mês passado.
O sexto filme de Harry Potter encantou os Estados Unidos, vendendo um valor estimado de US$ 159,7 milhões em ingressos de cinema durante seus cinco primeiros dias em cartaz, informa neste domingo (19) a distribuidora Warner Bros. Pictures.
Mas enquanto "Harry Potter e o enigma do príncipe" arrasa seus rivais nas bilheterias, a aventura do bruxo não conseguiu se igualar ao desempenho do maior filme do ano, "Transformers: a vingança dos derrotados", que arrecadou US$ 201 milhões durante seus cinco primeiros dias em cartaz, no mês passado.
"O enigma do Príncipe" ultrapassou seu antecessor, "Harry Potter e a ordem da fênix", cujo valor arrecadado em cinco dias foi de US$ 139,7 milhões, há dois anos. Esse filme arrecadou no total US$ 938 milhões ao redor do mundo, transformando-o na sétima maior arrecadação no cinema de todos os tempos sem considerar a inflação.
O novo filme estreou mundialmente na quarta-feira (15), nem sequer um minuto antes para os fãs do bruxo e seus amigos.
O longa estava agendado para estrear em novembro do ano passado, mas a Time Warner decidiu atrasar a estreia até o verão do hemisfério Norte. A arrecadação ao redor do mundo ainda não foi divulgada.
O novo filme gira em torno de Harry Potter (Daniel Radcliffe) e seu rival Draco Malfoy (Tom Felton). Também há romances entre as jovens estrelas. Trata-se do segundo filme consecutivo de Harry Potter dirigido por David Yates, com roteiro de Steve Kloves.
Mais dois filmes da franquia serão produzidos. Os cinco primeiros já renderam US$ 4,5 bilhõess mundialmente desde 2001. "Harry Potter and the dathly hallows", também com Yates na direção, será lançado em duas partes, uma em 2010 e a outra em 2011.
Para o tradicional final de semana de estreia, o novo filme de Harry Potter arrecadou US$ 79,5 milhões na América do Norte, não muito longe dos US$ 77,1 milhões conseguidos com "A ordem da fênix".

'Me sinto a garota mais sortuda do mundo', afirma Hermione.
Em entrevista ao jornal britânico “Mirror”, a atriz Emma Watson, a Hermione de “Harry Potter”, mostra que amadureceu e fala sobre namorados, dinheiro, fama e também sobre a relação com Daniel Radcliffe e Rupert Grint, que contracenam com ela no longa.
Sobre ter 10 milhões de libras no banco
“Eu não tenho tempo de gastar meu dinheiro. Às vezes o gerente do meu banco me liga e diz: ‘Você não tem usado seu cartão de crédito há tempos, e agora ele está sendo usado. Alguém o roubou?’.
Eu gostaria de fingir que todo esse dinheiro não existe. É inacreditável como as crianças estão cientes da importância do dinheiro hoje em dia. Muitas me perguntam: ‘Você não é a menina do ‘Harry Potter’? Quando você ganha?’.”
Sobre o fim de “Harry Potter”
“Eu poderia ter 100 anos e ainda me sentiria muito orgulhosa por ter feito parte dos filmes de Harry Potter. Minha vida toda tem girado em torno disso e agora isso vai acabar e não sei como será.
E vim do nada e fui direto ao topo. Para onde vou a partir de agora? Sinto que preciso trilhar meu caminho novamente, estou num período de transição. Vou para a universidade nos Estados Unidos, em setembro, e estou tomando muitas decisões sobre meu futuro. É um período muito excitante e ao mesmo tempo um pouco assustador.”
Sobre Hermione
“Eu a amo! Não poderia pedir um personagem melhor para fazer. Ela é um pouco rebelde, mas acho Hermione um ótimo exemplo. Ela não tem medo de ser ela mesma. Ela é meio que o cérebro por trás da ação, liderando os meninos.”
Sobre Daniel Radcliffe e Rupert Grint
“É meio esquisito, na verdade. Nós todos mudamos tanto, é inacreditável. Os dois são para mim como irmãos mais velhos, mais do que qualquer coisa.
Sobre ser famosa
“É difícil. Uma vez que você convida a mídia para entrar na sua vida, você tem que viver com isso. Focar na escola tem me ajudado a passar por isso. A maioria das pessoas é bem legal, mas algumas ficam me encarando, como se eu fosse um animal do zoológico.
Tem dias em que eu queria que minha vida fosse mais simples, mas no resto do tempo me sinto a garota mais sortuda do mundo. Afinal de contas, quem tem uma vida normal?”
Como manter os pés no chão
“Acho que estou indo bem, espero que minha cabeça não saia do lugar. Apenas mantenho meus pés no chão, me apego aos meus amigos à minha família e tento seguir uma vida normal.”
Sobre a vida amorosa
“Agora tenho um namorado, mas tenho sido ligada a tantos caras que pareço uma mulher promíscua.
As pessoas me dizem: ‘Deve ser fácil para você namorar’. E não é assim. Acho que os garotos se sentem intimidados diante de mim e ficam na defensiva. Estou cercada por meninos lindos e mais velhos no set de filmagem, esse é meu problema. É um campo minado, para ser honesta. É muito estressante!”
Ícone fashion
“Eu amo o jeito que a atriz dos anos 80 Molly Ringwald combinava as peças de roupa. É tão diferente e inesperado!”
Quando era pequena, queria ser...
“Uma fada e depois uma princesa. Percebi que seria impossível, então decidi me tornar atriz.”
Meu herói
“Quando criança eu sempre quis ser Julia Roberts. Ela tem uma personalidade forte e sorriso magnético.”
“Sou um pouco feminista.”
Sexto filme da saga chegou aos cinemas na quarta-feira (15).
Se você conversar com fãs de Harry Potter de todo o mundo sobre os quatro diretores que já passaram pela franquia, é bem provável que vá escutar que cada um deles deu uma cara completamente diversa para os filmes do bruxinho e que as diferenças são evidentes.
Apesar de tantas mudanças, Hogwarts finalmente parece ter encontrado seu cineasta-mestre: David Yates, que dirigiu "Harry Potter e o enigma do príncipe", sexto filme da série, que chegou aos cinemas na quarta-feira (15).
Atualmente, Yates já está filmando a adaptação do último livro de Harry Potter, que será dividida em dois longas-metragens. Porém, ainda surpreende que Yates, um sujeito de fala tranquila, com experiência anterior quase limitada à TV britânica, tenha ocupado o posto.
Orgulhoso
Ao trazer seu próprio sentido de realismo - e ao incorporar as abordagens dos cineastas que o precederam, Chris Columbus, Alfonso Cuaron e Mike Newell - Yates se sentou de vez na cadeira de diretor de "Harry Potter" e rendeu à série suas melhores críticas.
"Para mim, ainda é uma surpresa, ainda é difícil acreditar", disse Yates em entrevista. "Estou muito feliz com o que estou realizando. Eu me divirto e tenho muito orgulho desse trabalho."
Antes de sua entrada no universo de Potter, Yates era conhecido por seu elogiado trabalho para a BBC, principalmente a minissérie "State of play", de 2003 (que recentemente foi adaptada para os cinemas com o astro Russell Crowe), o telefilme "Sex traffic", de 2004 (que foi premiado no BAFTA) e outro telefilme, "The girl in the cafe", exibido em 2005.
Envolvido com a franquia, ele aponta o terceiro filme, "Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban", como o momento de mudança da franquia. Os dois primeiros foram comandados por Columbus (de "Esqueceram de mim"), que escalou os principais atores e criou grande parte do universo dos filmes, elementos que os sucessores herdaram.
Mas até aquele momento, "Harry Potter" era considerado infantil. Foi a partir da direção de Cuaron (de "E sua mãe também") que a série ganhou realismo e um tom mais sombrio.
De diretor em diretor
O produtor David Heyman, que trabalhou nos bastidores de todos os filmes de Harry Potter, conta que cada diretor teve a chance de dirigir o longa seguinte. Entretanto, muitos negaram o convite por causa do tempo de dedicação que blockbusters como esses necessitavam.
Quando os produtores estavam buscando um cineasta para cuidar do quinto filme, eles abordaram Yates levando em consideração sua experiência em produções televisivas. Eles também procuravam um diretor que fosse britânico, como conta David Barron.
"Eu fui o pior nos testes e entrevistas", lembra Yates. "No meio da conversa eu disse aos produtores: 'vou parar por aqui, não está funcionando, minha apresentação estão horrível. Foi um prazer conhecer vocês, adeus.' E fui embora."
Yates venceu a disputa pela vaga, apesar de ter decepcionado em sua apresentação. O protagonista Daniel Radcliffe, de 19 anos, brinca: "Não há nada dele que diga: sou o poderoso criador desse filme".
"Ele procura os momentos verdadeiros e a realidade das situações", diz Heyman. O produtor elogia Yates por seu talento e seu humor verdadeiro, diferente do estilo "torta na cara", que aparece no segundo filme da série.
Sua empolgação com as histórias de Harry Potter também contou para que David Yates se firmasse como principal diretor da saga. Heyman lembra que ele foi o único que disse sim ao ser convidado para continuar na franquia.
Yates e o elenco já estão na Inglaterra rodando os dois últimos filmes da série. A primeira parte de "Harry Potter e as relíquias da morte" será lançada em novembro de 2010, e Yates diz que optou por uma abordagem "tipo documentário". Já a segunda parte, que deve chegar aos cinemas em meados de 2011, terá um clima mais épico, afirma o diretor.
Yates reconhece que deixou sua marca nos filmes de Harry Potter que dirigiu , mas faz questão de dizer que ele é "apenas uma pequena parte de um aparato gigantesco". "Esses filmes são maiores do que qualquer um, maiores que o produtor, maiores que o roteirista", diz o diretor. "Mas estou totalmente tranquilo em relação a isso", completa.
Caso ocorreu um dia após a estreia do novo longa-metragem da saga.
Um jovem integrante do elenco de "Harry Potter" confessou nesta quinta-feira (16) o cultivo ilegal de dez pés de maconha na casa de sua mãe em Londres.
Jamie Waylett, de 19 anos, que atua como o brigão da escola Vincent Crabbe em todos os filmes do menino mágico, foi preso com um amigo após ter tirado uma foto da polícia enquanto a dupla passava pelos oficiais.
Quando a polícia examinou o Audi preto de seu amigo, eles encontraram diversos sacos de maconha.
Mais tarde, dez pés de maconha foram encontrados na casa da mãe de Waylett em Kilburn, noroeste de Londres.
O amigo de Waylett, John Innis, de 20 anos, assumiu a posse ilegal de 11 sacos de maconha e uma faca.
A audiência na Corte Magistrada de Westminster no centro de Londres foi suspensa até 21 de julho, informou a Press Association.
O caso ocorreu um dia após a estreia do último filme da série, "Harry Potter e o enigma do príncipe", na Grã-Bretanha.
(Reportagem de Tim Castle)
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"Harry Potter e o enigma do príncipe", que estreou na madrugada desta quarta-feira (15) no Brasil e nos Estados Unidos, bateu um recorde histórico, ao arrecadar US$ 20 milhões em poucas horas nos cinemas americanos, segundo a revista "Variety".
O filme de Christopher Nolan sobre o homem-morcego tinha batido o recorde registrado em 2005 por "Star Wars Episódio III - A vingança dos Sith", que arrecadou US$ 17 milhões.
O estúdio Warner Bros decidiu que "Harry Potter e o enigma do príncipe" deveria estrear na quarta-feira, como aconteceu com o filme anterior do bruxinho adolescente, "Harry Potter e a Ordem da Fênix" (2007), que arrecadou US$ 12 milhões na madrugada de estreia e US$ 140 milhões no primeiro final de semana em cartaz.
A "Variety" afirma que o novo filme de Harry Potter pode ser o mais lucrativo para a Warner Bros, já que existe uma grande demanda devido aos dois anos que se passaram desde o longa anterior e desde o último livro de J.K. Rowling.
No acumulado do ano, o filme de maior bilheteria é "Transformers: A vingança dos derrotados", que arrecadou US$ 16 milhões em sua primeira madrugada e já se aproxima dos US$ 340 milhões desde que estreou, em 24 de junho.

Quem acompanha a saga de Harry Potter sabe que a vida do bruxo mais famoso do mundo é repleta de perdas. E agora, quando volta para o sexto filme da série, Harry terá que enfrentar mais uma.
Em “Harry Potter e o enigma do príncipe”, que estreia nesta quarta-feira (15) no Brasil, o protagonista perde um de seus principais aliados.
A obra deixa tudo preparado para a última fase da aventura: “Harry Potter e as relíquias mortais” – o último capítulo, que será dividido em dois filmes que devem estrear, respectivamente, em 2010 e 2011.
É claro que nada disso é novidade para os fãs que acompanharam a vida de Harry pelos livros. Eles já sabem e já estão cansados de saber quem é que vai bater as botas neste filme – mas até aí a essa altura eles também já sabem tudo sobre o final da série. Quem espera para ver os filmes, no entanto, é bom ir preparado emocionalmente e com uma caixinha de lenços.
O amor está no ar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. E como na vida de todo adolescente, os triângulos amorosos, as palavras mal-compreendidas e os corações partidos estão por toda a parte.
Depois de ter seu primeiro beijo, com Cho Chang, no filme anterior, Harry agora precisa lidar com uma paixão “proibida”: a irmã de seu melhor amigo.
Gina Weasley, salva pelo herói em “A câmara secreta” e apaixonada por ele a distância desde então, cansa de esperar e a
rruma um namorado. É claro que é só aí que Harry se descobre encantado pela ruivinha. A fila anda, Harry.
Por que se é verdade que Harry, Rony e Hermione já estão escolados na luta contra o mal e não tem medo nem do Lorde das Trevas, o mesmo não se pode dizer quando o assunto são suas primeiras desventuras amorosas.
Rony e Hermione, quase sumidos em “A ordem da fênix”, voltam parecendo muitas vezes protagonistas de uma pequena comédia romântica à parte dentro do filme. Seus encontros e desencontros são um merecido alívio para uma série que ao ser espremida de livro para filme tem compreensivelmente preferido deixar de lado os momentos mais leves para privilegiar a ação.
Harry também está bem diferente da última vez que foi visto na telona. No filme passado, então com 15 anos, ele era um adolescente revoltado, desobediente e mais propenso a resolver as coisas por si mesmo do que aguardar a “orientação” de um adulto.
Um verdadeiro “aborrescente”. Agora, aos 16, ele volta sereno – e sarcástico. Mais à vontade com a própria adolescência e com o papel de “salvador” do mundo dos bruxos, Harry não tem problemas em ficar quieto e seguir o que o mais velho e mais sábio Alvo Dumbledore mandar. Ele só perde as estribeiras e parte para cima quando se vê frente à assassina de seu padrinho – e em defesa dele, a enlouquecida Belatriz Lestrange é de tirar mesmo qualquer um do sério.
Pela primeira vez na série cinematográfica, Harry é mostrado como um adolescente comum. Ele “cola” na aula de Poções, fica rindo à toa nos corredores durante aulas vagas, tira sarro dos professores e só não usa sua fama para conseguir uma garota por que Hermione não deixa. Se nos filmes anteriores o alívio cômico era praticamente uma responsabilidade exclusiva de Rony, em “Enigma”, Harry é o dono das piadas mais frequentes e mais engraçadas.
Se você espera ver um “enigma”, no entanto, vai ficar desapontado. A história do “príncipe mestiço”, que dá nome a livro e filme, não tem nem perto da importância que teve no texto escrito. Passa tão rapidinho que a gente só lembra dela lá na revelação final.
O diretor David Yates (que também assinou “A ordem da fênix”) preferiu dividir o espaço entre a vida em Hogwarts e a preparação para o último capítulo da saga.
E funcionou. Em suas duas horas e meia, “O enigma do príncipe” é o mais equilibrado dos últimos três filmes de Potter – verdade seja dita: os três primeiros, vindos de livros bem mais curtos, com certeza deram menos dor de cabeça para o diretor e os roteiristas. Sobrou até espaço para o quadribol, o esporte favorito de Harry e muito querido (e cobrado) pelos fãs.
Quem for ao cinema sem saber nada do universo de Potter vai ficar um pouco perdido. Mas isso é compreensível: você não esperava pegar uma obra em seu penúltimo capítulo e entender tudo que está acontecendo, não é? Mas os iniciantes na Pottermania vão se divertir com a vida em Hogwarts e tentando acompanhar qual é a desse tal de Tom Riddle que aparece tanto nas lembranças de Alvo Dumbledore.
Aqueles fãs que levam os livros debaixo do braço para a fila do cinema podem ficar um pouco chateados com algumas mudanças de roteiro. David Yates toma a liberdade de alterar cenas “clássicas” do livro, incluir e retirar batalhas e até fazer Harry chamar uma jovem garçonete “trouxa” para um encontro.
Mas os fãs dos filmes e aqueles que já entenderam que é impossível colocar todos os detalhes de um livro de mais de 500 páginas na telona vão se deliciar com o melhor que o mundo Potter tem a oferecer: mistérios e ação, com uma pitada de humor e, claro, muita, mas muita magia.



